Cara é a mulher que
quando a vida lhe deu um limão fez logo a limonada.
Uma jarra enorme, gelada e adoçada.
Barata é a que ficou azeda.
Cara é a mulher que diante dos sonhos desfeitos,
reorganizou-os como pode, juntou caquinhos no chão,
catou migalhas, mas se refez.
Mulher barata é a que manteve sonhos extintos,
virou o pesadelo dos que a cercam e nunca acordou.
Cara é a mulher que descobriu seu corpo,
apaixonou-se pelos seus defeitos
e aprendeu a exibir-se com a maestria
de quem é segura de seu poder.
Barata é aquela que nem sabe como é,
não ousou se conhecer
e vive tentando se esconder ou
mostrar o que não é....
Mulher cara tem brilho nos olhos.
Barata só tem rugas.
Cara é a mulher que saiu a luta,
foi ao fundo do poço e…voltou!
Barata é quem vive nas bordas,
dependurada, sem coragem de se soltar.
Cara é a mulher que muda de casa,
de cidade, de país, de marido, de namorado,
de emprego quantas vezes for preciso
mas se mantém fiel aos seus princípios.
Barata até muda, mas só a casca.
Por dentro mantém as paredes rachadas,
o relacionamento falido,
o fracassado passado.
Cara é a mulher que tem assunto:
Fala de política, moda, cozinha e amor com a mesma desenvoltura.
Barata só fala dos outros,
porque de si mesma nada tem de interessante para contar.
A mulher cara ri a toa,
é feliz com o que tem,
e de tão bem humorada ri até de si mesma.
A mulher barata é carrancuda.
Reflete por fora o que realmente é por dentro,
não sorri…finge.
*Mulher cara tem amigos.
Muitos. Verdadeiros e pela vida inteira.
Amigos que a admiram e defendem até debaixo d’água..
A barata tem conhecidos.
Gente que foge como o diabo da cruz
mas que quando não tem jeito…a aturam.
A cara é desprendida e solta.
A barata é pegajosa.
A cara é leve e livre.
A barata é pesada e presa.
Mulher cara tem preço sim e sabe disso.
É rara no mercado.
Mulher barata tem aos montes.
Pilhas, lotes, containers lotados!
Porque??? …ahh essas ninguém quer!”
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
DE VÁRIOS DESAPEGOS
Para apagar marcas, é preciso desapegar-se.
E para cultivar o desapego é preciso o primeiro passo, a primeira reza e o último beijo...
É preciso fechar os olhos e parar de sentir com o coração.
Coragem, às vezes, é desapego. É parar de se esticar, em vão, para trazer a linha de volta. É permitir que voe sem que nos leve junto. É aceitar que a esperança há muito se desprendeu do sonho. É aceitar doer inteiro até florir de novo.
É abençoar o amor, aquele lá, que a gente não alcança mais.
Às vezes é necessário cobrar-se menos, praticar o desapego dos próprios desejos e apenas viver.
Desapego é como desintoxicação. È lento as vezes provoca até dor muscular, falta ou excesso de apetite, mau humor repentino, saudades, ira, arrependimento, insônia.
As vezes praticar o desapego é a melhor solução. Melhor até que continuar afim de alguem que te magoou, te iludiu, te decepcionou, te enganou.. às vezes até te feriu por ser sincero demais...
Entretanto, desapego não é sinônimo de desamor.
É... Garçom, me vê duas doses de desapego, e sem gelo, por favor! Cansei de me alimentar de amor!
:(
E para cultivar o desapego é preciso o primeiro passo, a primeira reza e o último beijo...
É preciso fechar os olhos e parar de sentir com o coração.
Coragem, às vezes, é desapego. É parar de se esticar, em vão, para trazer a linha de volta. É permitir que voe sem que nos leve junto. É aceitar que a esperança há muito se desprendeu do sonho. É aceitar doer inteiro até florir de novo.
É abençoar o amor, aquele lá, que a gente não alcança mais.
Às vezes é necessário cobrar-se menos, praticar o desapego dos próprios desejos e apenas viver.
Desapego é como desintoxicação. È lento as vezes provoca até dor muscular, falta ou excesso de apetite, mau humor repentino, saudades, ira, arrependimento, insônia.
As vezes praticar o desapego é a melhor solução. Melhor até que continuar afim de alguem que te magoou, te iludiu, te decepcionou, te enganou.. às vezes até te feriu por ser sincero demais...
Entretanto, desapego não é sinônimo de desamor.
É... Garçom, me vê duas doses de desapego, e sem gelo, por favor! Cansei de me alimentar de amor!
:(
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
mais que verdades
“ (…) Nunca tive medo da luz, nem tão-pouco me assustei com a minha sombra, mas aprendi a ver nas trevas dos outros a grandeza da minha própria escuridão, e demorei demasiados anos aceitar que, se há coisas que nunca se agarram, O AMOR é uma delas (…). ” (M. R. P.)
terça-feira, 29 de novembro de 2011
sim, eu ainda te desejo
"Te desejo uma fé enorme.
Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que 2012 seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Que seja bom o que vier, pra você."(Caio Fernando Abreu)
Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que 2012 seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Que seja bom o que vier, pra você."(Caio Fernando Abreu)
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
A bela e o burro (Tati Bernardi)
Ontem depois que você foi embora confesso que fiquei triste como sempre.
Mas, pela primeira vez, triste por você. Fico me perguntando que outra mulher ouviria os maiores absurdos como você, um homem de 32 anos, planejar ir a uma matinê brega com gente sem assunto no próximo domingo e, ainda assim, não deixar de olhar pra você e ver um homem maravilhoso.
Que outra mulher te veria além da sua casca? Você não entende que eu baixei a música do “Midnight Cowboy” e umas boas do Talking Heads, Vinícius de Morais e do Smiths porque achei divertido te fazer uma massa ouvindo algumas músicas que dão vontade de viver. Uma massa que você não vai comer porque está perdendo o paladar para o que a vida tem de verdadeiro e bom. É tanta comida estragada, plastificada e sem sal, que você está perdendo o paladar para mulheres como eu. E você não sabe como vale a pena gostar de alguém e acordar na casa dessa pessoa e tomar suco de manga lendo notícias malucas no jornal como o cara que acha que é vampiro. Tudo sem vírgula mesmo e, nem por isso, desequilibrado ou antes da hora.
Você não sabe como isso é infinitamente melhor do que acordar com essa ressaca de coisas erradas e vazias. Ou sozinho e desesperado pra que algum amigo reafirme que o seu dia valerá a pena. Ou com alguma garotinha boba que vai namorar sua casca. A casca que você também odeia e usa justamente para testar as pessoas “quem gostar de mim não serve pra mim”.
E eu tenho vontade de segurar seu rosto e ordenar que você seja esperto e jamais me perca e seja feliz. E entenda que temos tudo o que duas pessoas precisam para ser feliz. A gente dá muitas risadas juntos. A gente admira o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. A gente acha que o mundo está maluco e sonha com a praia do Espelho e com sonos jamais despertados antes do meio-dia. A gente tem certeza de que nenhum perfume do mundo é melhor do que a nuca do outro no final do dia. A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida.
E você me olha com essa carinha banal de “me espera só mais um pouquinho”. Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta.
Volta porque pode até ter uma coxa mais dura. Pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter alguma descolada que te deixe instigado. Mas não tem nenhuma melhor do que eu. Não tem.
Porque, quando você está com medo da vida, é na minha mania de rir de tudo que você encontra forças. E, quando você está rindo de tudo, é na minha neurose que encontra um pouco de chão. E, quando precisa se sentir especial e amado, é pra mim que você liga. E, quando está longe de casa gosta de ouvir minha voz pra se sentir perto de você. E, quando pensa em alguém em algum momento de solidão, seja para chorar ou para ter algum pensamento mais safado, é em mim que você pensa. Eu sei de tudo. E eu passei os últimos anos escrevendo sobre como você era especial e como eu te amava e isso e aquilo. Mas chega disso.
Caiu finalmente a minha ficha do quanto você é, tão e somente, um cara burro. E do quanto você jamais vai encontrar uma mulher que nem eu nesses lugares deprê em que procura. E do quanto a sua felicidade sem mim deve ser pouca pra você viver reafirmando o quanto é feliz sem mim e principalmente viver reafirmando isso pra mim. Sabe o quê? Eu vou para a cama todo dia com 5 livros e uma saudade imensa de você. Ao invés de estar por aí caçando qualquer mala na rua pra te esquecer ou para me esquecer. Porque eu me banco sozinha e eu me banco com um coração. E não me sinto fraca ou boba ou perdendo meu tempo por causa disso. E eu malho todo dia igual a essas suas amiguinhas de quem você tanto gosta, mas tenho algo que certamente você não encontra nelas: assunto.
Bastante assunto.
Eu não faço desfile de moda todos os segundos do meu dia porque me acho bonita sem precisar de chapinha, salto alto e peito de pomba.
Eu tenho pena das mulheres que correm o tempo todo atrás de se tornarem a melhor fruta de uma feira. Pra depois serem apalpadas e terem seus bagaços cuspidos.
Também sou convidada para essas festinhas com gente “wanna be” que você adora. Mas eu já sou alguém e não preciso mais querer ser. E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim.
...Coitado...
Mas, pela primeira vez, triste por você. Fico me perguntando que outra mulher ouviria os maiores absurdos como você, um homem de 32 anos, planejar ir a uma matinê brega com gente sem assunto no próximo domingo e, ainda assim, não deixar de olhar pra você e ver um homem maravilhoso.
Que outra mulher te veria além da sua casca? Você não entende que eu baixei a música do “Midnight Cowboy” e umas boas do Talking Heads, Vinícius de Morais e do Smiths porque achei divertido te fazer uma massa ouvindo algumas músicas que dão vontade de viver. Uma massa que você não vai comer porque está perdendo o paladar para o que a vida tem de verdadeiro e bom. É tanta comida estragada, plastificada e sem sal, que você está perdendo o paladar para mulheres como eu. E você não sabe como vale a pena gostar de alguém e acordar na casa dessa pessoa e tomar suco de manga lendo notícias malucas no jornal como o cara que acha que é vampiro. Tudo sem vírgula mesmo e, nem por isso, desequilibrado ou antes da hora.
Você não sabe como isso é infinitamente melhor do que acordar com essa ressaca de coisas erradas e vazias. Ou sozinho e desesperado pra que algum amigo reafirme que o seu dia valerá a pena. Ou com alguma garotinha boba que vai namorar sua casca. A casca que você também odeia e usa justamente para testar as pessoas “quem gostar de mim não serve pra mim”.
E eu tenho vontade de segurar seu rosto e ordenar que você seja esperto e jamais me perca e seja feliz. E entenda que temos tudo o que duas pessoas precisam para ser feliz. A gente dá muitas risadas juntos. A gente admira o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. A gente acha que o mundo está maluco e sonha com a praia do Espelho e com sonos jamais despertados antes do meio-dia. A gente tem certeza de que nenhum perfume do mundo é melhor do que a nuca do outro no final do dia. A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida.
E você me olha com essa carinha banal de “me espera só mais um pouquinho”. Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta.
Volta porque pode até ter uma coxa mais dura. Pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter alguma descolada que te deixe instigado. Mas não tem nenhuma melhor do que eu. Não tem.
Porque, quando você está com medo da vida, é na minha mania de rir de tudo que você encontra forças. E, quando você está rindo de tudo, é na minha neurose que encontra um pouco de chão. E, quando precisa se sentir especial e amado, é pra mim que você liga. E, quando está longe de casa gosta de ouvir minha voz pra se sentir perto de você. E, quando pensa em alguém em algum momento de solidão, seja para chorar ou para ter algum pensamento mais safado, é em mim que você pensa. Eu sei de tudo. E eu passei os últimos anos escrevendo sobre como você era especial e como eu te amava e isso e aquilo. Mas chega disso.
Caiu finalmente a minha ficha do quanto você é, tão e somente, um cara burro. E do quanto você jamais vai encontrar uma mulher que nem eu nesses lugares deprê em que procura. E do quanto a sua felicidade sem mim deve ser pouca pra você viver reafirmando o quanto é feliz sem mim e principalmente viver reafirmando isso pra mim. Sabe o quê? Eu vou para a cama todo dia com 5 livros e uma saudade imensa de você. Ao invés de estar por aí caçando qualquer mala na rua pra te esquecer ou para me esquecer. Porque eu me banco sozinha e eu me banco com um coração. E não me sinto fraca ou boba ou perdendo meu tempo por causa disso. E eu malho todo dia igual a essas suas amiguinhas de quem você tanto gosta, mas tenho algo que certamente você não encontra nelas: assunto.
Bastante assunto.
Eu não faço desfile de moda todos os segundos do meu dia porque me acho bonita sem precisar de chapinha, salto alto e peito de pomba.
Eu tenho pena das mulheres que correm o tempo todo atrás de se tornarem a melhor fruta de uma feira. Pra depois serem apalpadas e terem seus bagaços cuspidos.
Também sou convidada para essas festinhas com gente “wanna be” que você adora. Mas eu já sou alguém e não preciso mais querer ser. E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim.
...Coitado...
domingo, 6 de novembro de 2011
sábado, 5 de novembro de 2011
é, amar dói
"Amar dói tanto que você fica humilde e olha de verdade para o mundo, mas ao mesmo tempo fica gigante e sente a dor da humanidade inteira. Amar dói tanto que não dói mais, como toda dor que de tão insuportável produz anestesia própria..."
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
"Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como pude ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava.
Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.
...Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu....
....Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo.
Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza....
....sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinta falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.
Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.
...Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu....
....Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo.
Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza....
....sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinta falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.
to viciadissima NELA
Cansei de quem gosta como se gostar fosse mais uma ferramenta de marketing. Gostar aos poucos, gostar analisando, gostar duas vezes por semana, gostar até as duas e dezoito. Cansei de gente que gosta como pensa que é certo gostar. Gostar é essa besta desenfreada mesmo. E não tem pensar. E arrepia o corpo inteiro, mas você não sabe se é defesa para recuar ou atacar. E eu gosto de você porque gostar não faz sentido.
Permita-se. Se você acha que no fundo mesmo, apesar de todas essas reuniões e palavras em inglês que só querem dizer que você não sabe o que está falando, o que importa é ter pra quem mostrar que saiu o arco-íris. Permita-se. Porque eu não quero que você tenha essa pressa ao ponto de ajudar com as próprias mãos. Eu quero que você sinta esse prazer que chega aos poucos. E mata tudo que há em volta. E explode os relógios. E chega aos poucos ainda que você ainda não saiba nem quem é pouco e nem quem é lento. Porque você morre. Se você prefere a vida quando se morre um pouco por alguém. permita-se.
Eu não faço a menor idéia de como esperar você me querer. porque se eu esperar, talvez eu não te queira mais.
Eu não queri ir embora e esperar o dia seguinte. porque cansei dessa gente que manda ter mais calma. E me diz que sempre tem outro dia. E me diz que eu não posso esperar nada de ninguém. E me diz que eu preciso de uma camisa de força. Se você puder sofrer comigo a loucura que é estar vivo. se você puder passar a noite em claro comigo de tanta vontade de viver esse dia sem esperar o outro, se você puder esquecer a camisa de força e me enroscar no seu corpo para que duas forças loucas tragam algum aquilibrio. Se você puder ser alguém de quem se espera algo, afinal, é uma grande mentira viver sozinho, permita-se. Eu só queria alguém pra vencer comigo esses dias terrivelmente chatos.”
Tati Bernardi
Permita-se. Se você acha que no fundo mesmo, apesar de todas essas reuniões e palavras em inglês que só querem dizer que você não sabe o que está falando, o que importa é ter pra quem mostrar que saiu o arco-íris. Permita-se. Porque eu não quero que você tenha essa pressa ao ponto de ajudar com as próprias mãos. Eu quero que você sinta esse prazer que chega aos poucos. E mata tudo que há em volta. E explode os relógios. E chega aos poucos ainda que você ainda não saiba nem quem é pouco e nem quem é lento. Porque você morre. Se você prefere a vida quando se morre um pouco por alguém. permita-se.
Eu não faço a menor idéia de como esperar você me querer. porque se eu esperar, talvez eu não te queira mais.
Eu não queri ir embora e esperar o dia seguinte. porque cansei dessa gente que manda ter mais calma. E me diz que sempre tem outro dia. E me diz que eu não posso esperar nada de ninguém. E me diz que eu preciso de uma camisa de força. Se você puder sofrer comigo a loucura que é estar vivo. se você puder passar a noite em claro comigo de tanta vontade de viver esse dia sem esperar o outro, se você puder esquecer a camisa de força e me enroscar no seu corpo para que duas forças loucas tragam algum aquilibrio. Se você puder ser alguém de quem se espera algo, afinal, é uma grande mentira viver sozinho, permita-se. Eu só queria alguém pra vencer comigo esses dias terrivelmente chatos.”
Tati Bernardi
domingo, 31 de julho de 2011
U.U
Me recordei rapidamente de todas as pessoas e coisas que perdi por ainda não estar preparada para elas, ou por ainda ter muita curiosidade de mundo e dificuldade em ser permanente...
Recordei de amigos e parentes distantes, aqueles que eu sempre deixo pra depois porque moram muito longe ou acabaram se tornando pessoas muito diferentes de mim, sempre penso “mês que vem faço contato com eles”.
E se não tiver mês que vem?..." (Tati Bernardi)
lembrei da minha vózinha, da minha comadre Silvia Lobo, do meu pai... de tanta gente q eu deixei pra dizer eu te amo num "mês q vem" q nunca existiu.
Recordei de amigos e parentes distantes, aqueles que eu sempre deixo pra depois porque moram muito longe ou acabaram se tornando pessoas muito diferentes de mim, sempre penso “mês que vem faço contato com eles”.
E se não tiver mês que vem?..." (Tati Bernardi)
lembrei da minha vózinha, da minha comadre Silvia Lobo, do meu pai... de tanta gente q eu deixei pra dizer eu te amo num "mês q vem" q nunca existiu.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
by Fernanda Mello... MARAVILHOSA
Pior do que se sentir perdida é perder-se em si mesmo. No emaranhado do que você acredita misturado ao que você é ou era. O que você acredita, apostando corrida com o que você mais detesta. O que você tem, jogando palitinhos com o que você quer. Seu amor e suas dores na linha de chegada e o coração de juiz em dia de clássico.
Eu não sei se você entende o raciocínio de quem não tem raciocinado ultimamente ou se entende o porquê de certas coisas que não se explicam.
Quando a cabeça não pensa o corpo padece. Mas quando a cabeça pensa demais será que nossa alma enriquece?
Você cheio de indagações e de táticas que não fazem o menor sentido. (pelo menos para você ou pelo menos naquele momento).
Suas certezas mudam, suas prioridades deixam de ser prioridades já que você nem sabe mais o que deseja. Até sabe, mas está tão longe e você tão cansado que o mais fácil é deixar que as prioridades te encontrem e você pode fugir do que não interessa. Seus princípios enfraquecidos te cobram uma atitude e você cobra a coragem.
Seus olhos pesam e seu coração já bate fraco. De tanto que bateu a vida inteira. De tanto chorar amor e fracassos. De tanto chorar pelo leite derramado você decide que se entender é complicado demais. O quente queima e o frio é gelado demais, vai o morno mesmo que não causa sensação alguma e no momento você não tem sequer condições de sentir algo. Sentir dá trabalho e trabalho acarreta uma série de responsabilidades. Responsabilidade é chato demais e não aquece seus pés nos dias frios.
Você enfim, opta por decidir somente pelo necessário. Pelo que realmente vai fazer alguma diferença em sua vida e desiste de tentar equilibrar-se, isso é para artista circense e você nem gosta tanto de circo. Melhor deixar assim.
Uma porta de saída e uma de entrada. O que vale fica e o que não vale que valesse. Nada de culpa ou de noites mal dormidas, nada de coração na boca em de frio na barriga.
Certas coisas não se explicam. Não existem palavras que as descrevam ou soluções que as resolva . Sentimentos, gestos, sonhos e sorrisos. A alma entende e a boca cala.
Eu não sei se você entende o raciocínio de quem não tem raciocinado ultimamente ou se entende o porquê de certas coisas que não se explicam.
Quando a cabeça não pensa o corpo padece. Mas quando a cabeça pensa demais será que nossa alma enriquece?
Você cheio de indagações e de táticas que não fazem o menor sentido. (pelo menos para você ou pelo menos naquele momento).
Suas certezas mudam, suas prioridades deixam de ser prioridades já que você nem sabe mais o que deseja. Até sabe, mas está tão longe e você tão cansado que o mais fácil é deixar que as prioridades te encontrem e você pode fugir do que não interessa. Seus princípios enfraquecidos te cobram uma atitude e você cobra a coragem.
Seus olhos pesam e seu coração já bate fraco. De tanto que bateu a vida inteira. De tanto chorar amor e fracassos. De tanto chorar pelo leite derramado você decide que se entender é complicado demais. O quente queima e o frio é gelado demais, vai o morno mesmo que não causa sensação alguma e no momento você não tem sequer condições de sentir algo. Sentir dá trabalho e trabalho acarreta uma série de responsabilidades. Responsabilidade é chato demais e não aquece seus pés nos dias frios.
Você enfim, opta por decidir somente pelo necessário. Pelo que realmente vai fazer alguma diferença em sua vida e desiste de tentar equilibrar-se, isso é para artista circense e você nem gosta tanto de circo. Melhor deixar assim.
Uma porta de saída e uma de entrada. O que vale fica e o que não vale que valesse. Nada de culpa ou de noites mal dormidas, nada de coração na boca em de frio na barriga.
Certas coisas não se explicam. Não existem palavras que as descrevam ou soluções que as resolva . Sentimentos, gestos, sonhos e sorrisos. A alma entende e a boca cala.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Promete?
Preciso que você prometa estar sempre aqui, mesmo q seja só em pensamento...
Promete nunca desistir da gente, nunca desistir do nosso amor, da nossa história...Mesmo que haja brigas, de vez enquando uns ‘nunca mais’,nunca desista de me amar.
Promete nunca desistir de tudo aquilo q um dia, juntos sonhamos???
Promete nunca desistir da gente, nunca desistir do nosso amor, da nossa história...Mesmo que haja brigas, de vez enquando uns ‘nunca mais’,nunca desista de me amar.
Promete nunca desistir de tudo aquilo q um dia, juntos sonhamos???
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Que eu me permita olhar e escutar e sonhar mais.
Falar menos.
Chorar menos.
Ver nos olhos de quem me vê a admiração que eles me têm
e não a inveja que prepotentemente penso que têm.
Escutar com meus ouvidos atentos
e minha boca estática,
as palavras que se fazem gestos
e os gestos que se fazem palavras.
Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar.
Saber realizar os sonhos que nascem em mim e por mim
e comigo morrem por eu não os saber sonhos.
Então, que eu possa viver
os sonhos possíveis
e os impossíveis;
aqueles que morrem
e ressuscitam
a cada novo fruto,
a cada nova flor,
a cada novo calor,
a cada nova geada,
a cada novo dia.
Que eu possa sonhar o ar, sonhar o mar,
sonhar o amar, sonhar o amalgamar.
Que eu me permita o silêncio das formas,
dos movimentos,
do impossível,
da imensidão de toda profundeza.
Que eu possa substituir minhas palavras
pelo toque,
pelo sentir,
pelo compreender,
pelo segredo das coisas mais raras,
pela oração mental (aquela que a alma cria e
que só ela, alma, ouve e só ela, alma, responde).
Que eu saiba dimensionar o calor, experimentar a forma,
vislumbrar as curvas, desenhar as retas, e aprender o sabor da exuberância que se mostra nas pequenas manifestações da vida.
Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos, fazendo-me parte suprema da natureza, criando-me
e recriando-me a cada instante.
Que eu possa chorar menos de tristeza e mais de contentamentos.
Que meu choro não seja em vão,
que em vão não sejam
minhas dúvidas.
Que eu saiba perder meus caminhos, mas saiba recuperar meus destinos com dignidade.
Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesmo:
— Que eu não tenha medo de meus medos!
Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis,
e desperte com o coração cheio de esperanças.
Que eu faça de mim um homem sereno
dentro de minha própria turbulência,
Sábio
dentro
de meus
limites
pequenos
e inexatos,
humilde diante de minhas grandezas tolas e ingênuas
(que eu me mostre o quanto são pequenas minhas grandezas
e o quanto é valiosa minha pequenez).
Que eu me permita ser mãe, ser pai, e, se for preciso,
ser órfão.
Permita-me eu ensinar o pouco que sei
e aprender o muito que não sei,
traduzir o que os mestres ensinaram e compreender a alegria
com que os simples traduzem suas experiências;
respeitar incondicionalmente o ser;
o ser por si só,
por mais nada que possa ter além de sua essência,
auxiliar a solidão de quem chegou,
render-me ao motivo de quem partiu
e aceitar a saudade de quem ficou.
Que eu possa amar e ser amado.
Que eu possa amar mesmo sem ser amado,
fazer gentilezas quando recebo carinhos;
fazer carinhos mesmo quando não recebo gentilezas.
Que eu jamais fique só, mesmo quando eu me queira só.
Amém.
Falar menos.
Chorar menos.
Ver nos olhos de quem me vê a admiração que eles me têm
e não a inveja que prepotentemente penso que têm.
Escutar com meus ouvidos atentos
e minha boca estática,
as palavras que se fazem gestos
e os gestos que se fazem palavras.
Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar.
Saber realizar os sonhos que nascem em mim e por mim
e comigo morrem por eu não os saber sonhos.
Então, que eu possa viver
os sonhos possíveis
e os impossíveis;
aqueles que morrem
e ressuscitam
a cada novo fruto,
a cada nova flor,
a cada novo calor,
a cada nova geada,
a cada novo dia.
Que eu possa sonhar o ar, sonhar o mar,
sonhar o amar, sonhar o amalgamar.
Que eu me permita o silêncio das formas,
dos movimentos,
do impossível,
da imensidão de toda profundeza.
Que eu possa substituir minhas palavras
pelo toque,
pelo sentir,
pelo compreender,
pelo segredo das coisas mais raras,
pela oração mental (aquela que a alma cria e
que só ela, alma, ouve e só ela, alma, responde).
Que eu saiba dimensionar o calor, experimentar a forma,
vislumbrar as curvas, desenhar as retas, e aprender o sabor da exuberância que se mostra nas pequenas manifestações da vida.
Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos, fazendo-me parte suprema da natureza, criando-me
e recriando-me a cada instante.
Que eu possa chorar menos de tristeza e mais de contentamentos.
Que meu choro não seja em vão,
que em vão não sejam
minhas dúvidas.
Que eu saiba perder meus caminhos, mas saiba recuperar meus destinos com dignidade.
Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesmo:
— Que eu não tenha medo de meus medos!
Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis,
e desperte com o coração cheio de esperanças.
Que eu faça de mim um homem sereno
dentro de minha própria turbulência,
Sábio
dentro
de meus
limites
pequenos
e inexatos,
humilde diante de minhas grandezas tolas e ingênuas
(que eu me mostre o quanto são pequenas minhas grandezas
e o quanto é valiosa minha pequenez).
Que eu me permita ser mãe, ser pai, e, se for preciso,
ser órfão.
Permita-me eu ensinar o pouco que sei
e aprender o muito que não sei,
traduzir o que os mestres ensinaram e compreender a alegria
com que os simples traduzem suas experiências;
respeitar incondicionalmente o ser;
o ser por si só,
por mais nada que possa ter além de sua essência,
auxiliar a solidão de quem chegou,
render-me ao motivo de quem partiu
e aceitar a saudade de quem ficou.
Que eu possa amar e ser amado.
Que eu possa amar mesmo sem ser amado,
fazer gentilezas quando recebo carinhos;
fazer carinhos mesmo quando não recebo gentilezas.
Que eu jamais fique só, mesmo quando eu me queira só.
Amém.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Eu iria à China por você. Então porque diabos você não dobra essa única esquina q separa nossas vidas e vem me ver? Estou cansada dos nossos mundos separados. cansei dessa pose de certinha e conformada. Eu preciso dos nossos 'encontros escondidos', do namoro proibido, da voz baixinha ao telefone. Eu preciso desse nosso mundo de coisas erradas que trouxeram pra minha vida a única coisa certa: o amor. Eu cansei de ficar em casa abafando o choro no travesseiro e também cansei de ir pra balada na tentativa de conhecer um cara q deixe de ser só um cara, mas nunca deixa porque nenhum nem sequer imita você. Cansei dessa paz que cheira a covardia, quero mesmo é ir à guerra por você. Nada de entregar e sair de mãos vazias, eu te dei meu ombro, meu colo, meu carinho, minha paciência e to disposta a dar meu sangue e suor se for preciso. Eu vou ferir mais uma vez o meu orgulho e rezar pra que você faça o mesmo, pq eu to me lixando pro meu ego. Orgulho nenhum dá beijo na boca, faz amor ou te cobre no frio. Eu não quero mais essa sensatez q me obriga a te cumprimentar com um bom dia quando eu to morrendo de vontade de sentir a tua barba mal feita roçando no meu rosto em cima de uma cama qualquer. Eu não quero procurar novas opções, quando eu fechei a porta pra você eu abri todas as janelas, mas nenhum sol brilhou tanto quanto o seu olhar pousando no meu corpo e eu entendi q não importa quantas opções eu tenha ou quantas janelas eu abra, por nenhuma delas vai aparecer o teu cheiro, a tua voz, o teu toque, quero q me coloque entre os braços e me aperte, quero q jamais afrouxe, não permita mais q eu escape de você como a areia da praia escapa dos dedos. Eu não to pedindo, to implorando pra você cruzar a droga dessa esquina, porque eu estou a um passo de bater na sua porta e eu não quero fazer desse meu desespero um outro fim para nós, eu quero um recomeço, não vai ser a minha procura, nem a sua procura, nem a nossa procura...vai ser o nosso encontro, ou reencontro...
sábado, 11 de junho de 2011
Namorado; ter ou não ter...
Quem não tem namorado é
alguém que tirou férias não remuneradas de si
mesmo. Namorado é a mais
difícil das conquistas. Difícil porque namorado
de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, de saliva,
lágrima, nuvem, quindim, brisa
ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte,
caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil.
Mas namorado, mesmo, é muito
difícil.
Namorado não precisa ser o
mais bonito, mas aquele a quem se quer
proteger e quando se chega ao lado
dele a gente treme, sua frio e quase
desmaia pedindo proteção. A proteção
dele não precisa ser parruda,
decidida, ou bandoleira: basta um olhar de
compreensão ou mesmo de
aflição.
Quem não tem namorado não é
quem não tem um amor: é quem não sabe o
gosto de namorar. Se você tem três
pretendentes, dois paqueras, um
envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode
não ter namorado.
Não tem namorado quem não
sabe o gosto da chuva, cinema sessão das duas,
medo do pai, sanduíche de
padaria ou drible no trabalho. Não tem
namorado quem transa sem carinho, quem
se acaricia sem vontade de virar
sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz
pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é
fazer pactos com a
felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou
impossível de durar.
Não tem namorado quem não
sabe o valor de mãos dadas; de carinho
escondido na hora que passa o filme;
de flor catada no muro e entregue
de repente; de poesia de Fernando Pessoa,
Vinícius de Moraes ou Chico
Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando
fala junto ou descobre a
meia rasgada; de ânsia de viajar junto para a
Escócia ou mesmo de metrô,
bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou
foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não
gosta de dormir agarrado, fazer sesta
abraçado, fazer compra junto. Não tem
namorado quem não gosta de falar
do próprio amor, nem de ficar horas e horas
olhando o mistério do outro
dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria
pela lucidez do amor. Não
tem namorado quem não redescobre a criança própria
e a do amado e sai
com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do
Milton
Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical na Metro.
Não tem namorado quem não tem
música secreta com ele, quem não dedica
livros, quem não recorta artigos,
quem não chateia com o fato de o seu
bem ser paquerado. Não tem namorado quem
ama sem gostar; quem gosta sem
curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem
namorado quem nunca sentiu o
gosto de ser lembrado de repente no fim de
semana, na madrugada ou
meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não
tem namorado quem
ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive
cheio de
obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não
tem
namorado quem confunde solidão com ficar sozinho. Não tem namorado
quem
não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado
porque não descobriu que o amor é alegre e você
vive pesando duzentos quilos
de grilos e medos, ponha a saia mais leve,
aquela de chita e passeie de mãos
dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e
ternuras e escove a alma com leves fricções
de esperança. De alma escovada e
coração estouvado, saia do quintal de
si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e
sorria lírios para quem passe debaixo de sua
janela.
Ponha intenções de quermesse
em seus olhos e beba licor de contos de
fada. Ande como se o chão estivesse
repleto de sons de flauta e do céu
descesse uma névoa de borboletas, cada
qual trazendo uma pérola falante
a dizer frases sutis e palavras de
galanteria.
Se você não tem namorado é
porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho
necessário a fazer a vida parar
e de repente parecer que faz sentido.
Enlouqueça! (Carlos Drummond de Andrade)
alguém que tirou férias não remuneradas de si
mesmo. Namorado é a mais
difícil das conquistas. Difícil porque namorado
de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, de saliva,
lágrima, nuvem, quindim, brisa
ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte,
caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil.
Mas namorado, mesmo, é muito
difícil.
Namorado não precisa ser o
mais bonito, mas aquele a quem se quer
proteger e quando se chega ao lado
dele a gente treme, sua frio e quase
desmaia pedindo proteção. A proteção
dele não precisa ser parruda,
decidida, ou bandoleira: basta um olhar de
compreensão ou mesmo de
aflição.
Quem não tem namorado não é
quem não tem um amor: é quem não sabe o
gosto de namorar. Se você tem três
pretendentes, dois paqueras, um
envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode
não ter namorado.
Não tem namorado quem não
sabe o gosto da chuva, cinema sessão das duas,
medo do pai, sanduíche de
padaria ou drible no trabalho. Não tem
namorado quem transa sem carinho, quem
se acaricia sem vontade de virar
sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz
pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é
fazer pactos com a
felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou
impossível de durar.
Não tem namorado quem não
sabe o valor de mãos dadas; de carinho
escondido na hora que passa o filme;
de flor catada no muro e entregue
de repente; de poesia de Fernando Pessoa,
Vinícius de Moraes ou Chico
Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando
fala junto ou descobre a
meia rasgada; de ânsia de viajar junto para a
Escócia ou mesmo de metrô,
bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou
foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não
gosta de dormir agarrado, fazer sesta
abraçado, fazer compra junto. Não tem
namorado quem não gosta de falar
do próprio amor, nem de ficar horas e horas
olhando o mistério do outro
dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria
pela lucidez do amor. Não
tem namorado quem não redescobre a criança própria
e a do amado e sai
com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do
Milton
Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical na Metro.
Não tem namorado quem não tem
música secreta com ele, quem não dedica
livros, quem não recorta artigos,
quem não chateia com o fato de o seu
bem ser paquerado. Não tem namorado quem
ama sem gostar; quem gosta sem
curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem
namorado quem nunca sentiu o
gosto de ser lembrado de repente no fim de
semana, na madrugada ou
meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não
tem namorado quem
ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive
cheio de
obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não
tem
namorado quem confunde solidão com ficar sozinho. Não tem namorado
quem
não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado
porque não descobriu que o amor é alegre e você
vive pesando duzentos quilos
de grilos e medos, ponha a saia mais leve,
aquela de chita e passeie de mãos
dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e
ternuras e escove a alma com leves fricções
de esperança. De alma escovada e
coração estouvado, saia do quintal de
si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e
sorria lírios para quem passe debaixo de sua
janela.
Ponha intenções de quermesse
em seus olhos e beba licor de contos de
fada. Ande como se o chão estivesse
repleto de sons de flauta e do céu
descesse uma névoa de borboletas, cada
qual trazendo uma pérola falante
a dizer frases sutis e palavras de
galanteria.
Se você não tem namorado é
porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho
necessário a fazer a vida parar
e de repente parecer que faz sentido.
Enlouqueça! (Carlos Drummond de Andrade)
terça-feira, 7 de junho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
ah os teus olhos, sempre eles...
A primeira impressão não é a que fica; o que marca é a atitude no último contato.
No entanto, o primeiro olhar impressiona, e como! Olhos são como cobras, que incentivam a ação sem piedade em botes prazerosos…
É quando os olhos se caçam
em meio à multidão
No entanto, o primeiro olhar impressiona, e como! Olhos são como cobras, que incentivam a ação sem piedade em botes prazerosos…
É quando os olhos se caçam
em meio à multidão
quinta-feira, 2 de junho de 2011
falando de amor I
Amor não é se envolver com a pessoa perfeita,
aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.
video repetido eu sei, mas é q a musica fala de uma fase inesquecivel de minha vida ♥
aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.
video repetido eu sei, mas é q a musica fala de uma fase inesquecivel de minha vida ♥
terça-feira, 31 de maio de 2011
aprendendo sempre
Aprendi que se aprende errando; Que crescer não significa fazer aniversário; Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem; Que trabalhar não significa ganhar dinheiro; Que sonhos estão ai para serem alcançados; Que amigos a gente conquista mostrando o que somos; Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você ate o fim; Que a maldade se esconde atrás de uma bela face; Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela; Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada; Que a natureza é a coisa mais bela da vida; Que amar significa se dar por inteiro; Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos; Que se pode conversar com estrelas; Que se pode confessar com a lua; Que se pode viajar alem do infinito; Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde; Que dar um carinho também faz... Que sonhar é preciso; Que se deve ser criança a vida toda; Que nosso ser é livre; Que o julgamento alheio não é importante; Que o que realmente importa é a paz interior. Não podemos viver apenas para nós mesmos. Mil fibras nos conectam com outras pessoas, e por essas fibras nossas ações vão como causas, e voltam para nós como efeitos...
Aproveite ao máximo cada instante da sua vida, pois ele é único.
Aproveite ao máximo cada instante da sua vida, pois ele é único.
sábado, 28 de maio de 2011
*.*
Paizinho, obrigado por fazer minha noite mais estrelada mesmo estando o céu nublado.
Quando vc ESTÁ, tudo fica mais gostoso.
Amo ficar te olhando sem compromisso, cada gesto, cada sorriso teu faz meu dia mais azul.
Ah, vc nunca vai ser tão amado, pode ter certeza disso coisa linda.
Quando vc ESTÁ, tudo fica mais gostoso.
Amo ficar te olhando sem compromisso, cada gesto, cada sorriso teu faz meu dia mais azul.
Ah, vc nunca vai ser tão amado, pode ter certeza disso coisa linda.
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